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ORIGEM DO DIA DAS MÃES
Gilda Fleury
Meirelles
Dentre as grandes datas comemorativas, uma a todas
sobressai, pelo seu profundo significado emotivo: é o "Dia das Mães".
Dia cheio de gratas evocações e doces reminiscências,
todos colocam de parte os afazeres costumeiros para tributar sincera
homenagem – ou dolorida saudade – ao ente querido que nos deu a vida.
Lógico que, se aproveitando da data mexe-se o comércio, as lojas, a
iniciativa privada e pública com festas comemorativas.
Mas isso não importa. Muita justiça e mérito há nessa
homenagem, muita lembrança e dor, muitos sorrisos e gratidão. Se a
emoção fenecesse em todo coração humano, quão árido e escabroso seria o
existir!
A abnegação materna desperta em nós o reconhecimento, o
respeito, e nos leva a admirar o grande amor de Deus por nós, suas
criaturas.
Mas como surgiu esse Dia? Remontemos por alguns instantes
à sua origem.
Segundo a história, a comemoração do Dia das Mães teve
origem nos Estados Unidos, em 1907, quando Ana Jarvis, de uma pequena
cidade de West Virgínia, resolveu comemorar o primeiro aniversário da
morte de sua mãe. Isso foi no mês de maio. Continuou fazendo o mesmo nos
anos seguintes, e a população da cidade foi imitando o costume.
Tantas eram as comemorações que a população sugeriu às
autoridades que estabelecessem uma data especial para se comemorar o Dia
das Mães em todo o território americano. Assim, em 1914, o presidente
americano Thomas W. Wilson oficializou o Dia das Mães, como o segundo
domingo de maio.
Em maio de 1918, pela primeira vez no Brasil, a
Associação Cristã de Moços festejou em Porto Alegre o Dia das Mães. A
data continuou a ser comemorada em vários lugares do Brasil, até que, em
1932, o presidente Getúlio Vargas baixou um Decreto-Lei determinando a
comemoração oficial do Dia das Mães em nosso país, também no segundo
domingo de maio.
Em 1947, a Igreja Católica adotou a mesma data. Hoje, a
data é comemorada em todo o mundo cristão.
Sabendo-se o porquê da comemoração desta data, para uns
tão comercial, para outros tão emocional, fica minhas palavras finais a
todas as mães e, em especial, a minha saudosa, onipresente e querida
mãe.
Obrigada, mamãe,
Pelo carinho que você nos devotou.
Por enaltecer sempre nossas qualidades
E fingir não notar os nossos defeitos.
Pela sua presença em todos os momentos
Mesmo quando ausente necessitava estar.
Por tudo isso e muito mais,
A saudade dói, a sua ausência não será
jamais preenchida
Mas sempre terei o orgulho de ter podido
chamá-la de MAMÃE.
Gilda Fleury Meirelles – maio de 2010
08/05/2010

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